Segundo um artigo no site da Revista Veja, uma minoria entre os cerca de 1,3 bilhão de praticantes da religião islâmica é adepta de interpretações radicais dos ensinamentos de Maomé. Entre eles, a violência contra outros povos e religiões é considerada uma forma de garantir a sobrevivência do Islã em seu estado puro. Para a maioria dos seguidores do islamismo, contudo, a religião muçulmana é de paz e tolerância.
O Islã oprime a mulher?
A base da religião muçulmana não determina qualquer tipo de discriminação grave contra a mulher. No entanto, as interpretações radicais das escrituras deram origem a casos brutais. A opressão contra a mulher é comum nos países que seguem com rigor a Sharia, a lei islâmica, e têm tradições contrárias à libertação da mulher. Assim, o problema da opressão à mulher muçulmana não é causado pela crença islâmica em si - ele surgiu em culturas que incorporaram tradições prejudiciais às mulheres. Um ótimo exemplo disso é o fato de que o uso de véus e a adoção de outros costumes que causam estranheza no Ocidente muitas vezes são mantidos por mulheres mesmo quando não há nenhuma obrigação. Ou seja: os hábitos estão integrados às culturas, não necessariamente à religião.
Ponto.
Um dos problemas do Regime Fundamentalista Islâmico é a violência aplicada aos indivíduos que cometem certos atos considerados crimes. Um bom exemplo é o adultério.
Como todos já devem saber, a "traição" é motivo de morte nos países que utilizam esse tipo de modelo governamental.
Recentemente, ativistas em todo o mundo, lutam contra a morte de Sakineh Ashtiani, uma senhora de 42 anos e mãe de dois filhos. Especula-se que a mulher teria traído o marido com dois homens.
O presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, não interferiu na decisão judicial de apedrejamento de Sakineh. O presidente Lula até ofereceu asilo no Brasil à condenada, enviando a proposta - que provavelmente será recusada - ao governo iraniano.
A Coordenadora do Comitê Internacional contra Execução e Apedrejamento, Mina Ahadi, enviou nesta terça (3) uma carta aberta ao presidente Lula, na qual disse que "Este é um regime que executa mais pessoas per capita que qualquer outro governo no mundo. Um regime como este não pode ser reconhecido por organizações internacionais e chefes de Estado".
Veja:
"Carta aberta ao presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva
Um regime com apedrejamento não deve ser reconhecido
Caro Presidente Lula da Silva,
Sua oferta de asilo a Sakineh Ashtiani, que foi setenciada à morte por ter mantido uma relação fora do casamento, é um importante passo para salvar a ela e seus filhos. Eu espero que junto com outras ações e esforços internacionais que milhões de pessoas estão fazendo agora mesmo possamos salvar Sakineh e que ela e seus filhos possam se abraçar novamente em breve.
Enquanto escrevo esta carta vejo o rosto de Maryam Ayoubi, que foi apedrejada até a morte em 2001. Vejo também o rosto de Shahnaz, Shahla, Kobra e dezenas de outras mulheres que foram enterradas até a altura do peito i mortas por pedras lançadas contra elas. Continuo a ver estas imagens diante dos meus olhos. As vozes de seus filhos me dizendo: “Nossa mãe foi morta a pedradas”. Eu ainda os ouço. Este é o regime islâmico. As leis no Irã não podem sobreviver um dia sem execuções, terror e espalhando medo. Embora este regime tenha recuado um pouco devido à pressão para libertar Sakineh, eles continuam espalhando medo na sociedade e executando prisioneiros, especialmente os prisioneiros políticos.
Hoje, 2 de agosto, nove pessoas foram sentenciadas à morte em Kerman. Além disso, a promotoria em Teerã condenou seis presos políticos à morte, entre eles Jafar Kazemi, que pode ser executado a qualquer momento. Zeynab Jalalian, outra prisioneira política também corre risco iminente de ser executada. Há mais pessoas nesta lista de execuções: Mohammad Reza Haddadi foi sentenciado à morte ainda quando era menor e pode, agora que completou 18 anos, ser executado a qualquer momento. Há mais de 130 menores na prisão condenados à morte. O regime islâmico é o único no mundo que executa menores.
Presidente Lula da Silva, hoje há 17 famílias de presos políticos em greve de fome em frente à prisão de Evin, em Teerã, em solidariedade à greve de fome que seus filhos iniciaram alguns dias atrás dentro da prisão. É um protesto contra a brutalidade das autoridades contra os presos políticos. O destino de três jovens escaladores americanos e as lágrimas de suas mães também tem comovido o povo. Este regime prendeu parentes do advogado de Sakineh Ashtiani, Sr. Mostafaei, e os mantêm detidos até que ele se entregue às autoridades.
Presidente Lula da Silva, o Irã é um país com um regime brutal e criminoso. Um regime assassino deve ser condenado por todos os povos e governos. Permita-me, como uma representante do povo oprimido do Irã, dizer que eu não quero apenas salvar Sakineh e abolir o apedrejamento, mas também questionar todos os chefes de Estado a não reconhecer o regime islâmico como representante do povo iraniano, mas como uma ameaça ao povo do Irã.
Este regime é um governo do apedrejamento e execução que prende pessoas todos os dias e corta suas mãos e pés. Este é um regime que executa mais pessoas per capita que qualquer outro governo no mundo. Um regime como este não pode ser reconhecido por organizações internacionais e chefes de Estado.
Sinceramente,
Mina Ahadi
Porta-voz do Comitê Internacional contra Execução e do Comitê Internacional contra o Apedrejamento
2 de agosto de 2010"
Where's the love? ♪
Hello, Irã! Não estamos mais na Era da Pedra Lascada. Percebi que o problema está (por parte de alguns) na interpretação dos ensinamentos de Maomé ao seu povo.
Matar alguém que trai o marido é, no mínimo, idiotice. Todos são livres para fazer o que querem. Respeito a religião islâmica (!) mas não concordo com esses atos arcaicos.
Eu sou mais um em defesa de Sakineh Ashtiani. Aplausos para Mina Ahadi e Luiz Inácio Lula da Silva.
Paz e tolerância, por favor.
1 comentários:
Foi esse pessoal aí que quis ver jesus na cruz, não foi a gente não mano. Agora esses fdp saem matando as mulheres por causa de traição, na ideia de que assassinato não é pior do que oque elas fazem. Os dois parecem errados, mas quem somos nós para julgar o que é certo ou errado? Sendo que nem sabemos o motivo da nossa existência. O mínimo que a gente pode fazer aqui é se respeitar e ter uma morte saudável, passe a diante '-'
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