Hoje é o Dia Mundial do Meio Ambiente. E de 7 a 11 de junho inicia-se a Semana do Meio Ambiente.Como já estamos ligados no que se diz respeito à preservação ambiental, sustentabilidade e Código Florestal Brasileiro, não vou falar nada. Brinks! rs
Na madrugada de hoje, ouvi a entrevista na rádio CBN do Diretor de Políticas Públicas da ONG SOS Mata Atlântica.
Há uma grande polêmica envolvendo o Deputado Aldo Rebelo e a Legislação Ambiental. Como sempre, os políticos que nós* elegemos dando pra trás.
(Nós* - Digo isto me colocando na condição daqueles que votam levianamente em acéfalos).
Infelizmente, a CBN ainda não disponibilizou o player do dia 05/06 com a entrevista do Mário Mantovani, mas, consegui uma outra que ele fala sobre a legislação e coisas bem interessantes. Assim que tiver acesso à outra, postarei para vocês. Ouçam CLICANDO AQUI.
Então...
Aldo Rebelo, Deputado do PCdoB de São Paulo, disse que "é impossível obedecer a atual legislação ambiental brasileira". (Risos)
Leia a notícia abaixo, por favor. É grande, eu sei, mas está aí nesta matéria extraída do site do Deputado, a polêmica em questão.
Relator do projeto na Câmara, Aldo Rebelo pede menos exigências para produtores rurais; Greenpeace discorda
Pronto para apresentar o relatório de um projeto cercado de polêmicas, a mudança do Código Florestal brasileiro, que data de 1965, o deputado Aldo Rebelo (PCdoB-SP) diz que é impossível obedecer a atual legislação ambiental brasileira.
Em tom de ironia, ele afirma que a legislação torna todos os brasileiros que comem arroz cúmplices de crime ambiental. Isso porque, segundo levantamento de sua assessoria, com base em dados do IBGE, 75% da produção do grão é irregular.
— Na prática, quem está comendo arroz é cúmplice de crime ambiental — comentou.
Aldo defende que pequenos proprietários sejam liberados da exigência de preservar um percentual de suas propriedades — a chamada reserva legal.
Já médios e grandes fazendeiros poderiam cumprir a obrigação fora de suas propriedades, adotando parques.
Segundo o documento produzido pelos técnicos da Câmara, 90% das 5 milhões de propriedades rurais brasileiras estão na ilegalidade por não ter reservas legais demarcadas. Aldo diz que há um emaranhado de mais de 16 mil dispositivos legais nessa área, o que inviabiliza a atividade agropecuária no país. Para solucionar distorções, ele propõe que haja uma lei geral, determinando a preservação de 20% da área do Pantanal, dos pampas, da caatinga e da Mata Atlântica; 35% do cerrado e 80% da Amazônia. E que cada estado possa regulamentar regras específicas sobre as reservas legais e as Áreas de Preservação Permanente (APPs) — como beiras de rios e encostas.
No caso da Amazônia, cada estado poderia adotar diferentes faixas de preservação, variando de 50% a 80%. O governo de Rondônia, um estado com muitas áreas já desmatadas, poderia então decidir que só deixará metade de suas florestas em pé. Outro mecanismo que poderá ser alterado pelos estados são as APPs. Dependendo do solo e do tamanho do rio, por exemplo, os estados também poderão determinar diferentes larguras de vegetação a serem mantidas.
Hoje, o mínimo a ser preservado nos leitos dos cursos d’água são 30 metros e o máximo, 500 metros. Mas a menor metragem em vigor poderá ser reduzida ainda mais, como já fez o Estado de Santa Catarina.
— Você tem muitos cursos d’água que são pequenos, com largura de um, dois metros. Quando cruzam pequenas propriedades, pela metragem atual, podem inviabilizar economicamente o uso da propriedade e a sobrevivência de seu proprietário.
Então, talvez fosse o caso de deixar ao estado uma possibilidade de variação que protegesse o meio ambiente, mas também permitisse a atividade agrícola e pecuária — argumentou Aldo.
Nessas áreas também seriam permitidas algumas atividades relacionadas ao “costume e à tradição”. A lei atual já permite essa possibilidade, mas até hoje não foram estabelecidas as regras para essa exploração. A inovação que deverá constar do relatório de Aldo é que atividades industriais ou de larga escala também possam ser permitidas, desde que tenham licenciamento ambiental para isso.
O Greenpeace teme que dar aos estados o poder de determinar a metragem das APPs provoque uma guerra, na qual estados com menores restrições atraiam mais produtores.
— O que me preocupa é passar para os estados a delimitação das APPs. Vai ser uma guerra: “Vem pra cá, que nossa APP é menor”. Santa Catarina está provando que um dia a casa cai — ponderou Nilo D’Ávila, coordenador de Políticas Públicas da ONG.
Ele lembra que as APPs foram pensadas não só para preservar a qualidade das águas dos rios, mas também para evitar a perda do solo e a formação de erosões.
D’Ávila também vê com ceticismo o fim da exigência de os pequenos agricultores manterem a reserva legal: — Não há cadastro das pequenas propriedades. Como é que você vai saber se aquele desmatamento é na pequena propriedade, na média ou na grande? E o latifundiário que quiser comprar 20 pequenas propriedades já desmatadas, também ficará isento da reserva legal? Embora não queira comentar pontos da proposta de Aldo, a presidente da Confederação Nacional da Agricultura (CNA), senadora Kátia Abreu (DEM-TO), reclamou que hoje sobra um percentual muito pequeno do território brasileiro (850 milhões de hectares), para agricultura e pecuária.
— Estamos produzindo em 220 milhões de hectares, o resto é tudo reserva. Vamos estrangular mais a produção? A gente vai chegar aonde desse jeito? Suplente na comissão especial da Câmara que debate o Código Florestal, o líder do PT, Fernando Ferro (PE), disse que o projeto dificilmente será votado em ano eleitoral. Aldo promete apresentar seu relatório na semana de 7 a 11 de junho.
Faixa de proteção de rios e morros pode mudar
Relator propõe liberar atividades agrícolas tradicionais em APPs
O relatório elaborado pelo deputado Aldo Rebelo (PCdoB-SP) proporá que haja uma regra geral, válida em todo o país, definindo os percentuais de preservação para cada bioma. Esses percentuais são os mesmos que hoje valem para as reservas legais: 80% de proteção para a Amazônia; 20% para Mata Atlântica, Pantanal, caatinga e pampas, e 35% para o cerrado.
Cada um dos 27 estados poderá regulamentar, a partir da elaboração de um Zoneamento Econômico e Ecológico, como será o cumprimento da regra.
APPs: A proteção para os leitos de rios e áreas sensíveis como encostas e morros (que sem a cobertura vegetal original podem sofrer erosões) serão mantidas. No entanto, áreas com algum tipo de exploração agrária consolidada que extrapola o limite previsto na atual legislação (de 30m a 500m) também poderão ser mantidas, desde que não comprometam a manutenção dos rios e morros. Uma ideia do relatório é a criação de novas faixas de proteção, dependendo da largura do rio.
Permissão de atividades em APPS: Atualmente, não é possível realizar nenhuma atividade em APPs. O relator defende que atividades relacionadas aos “costumes e tradições” possam ser liberadas, desde que em pequena escala e apenas se configurarem ações de baixo impacto ambiental. Atividades de larga escala também poderão ser consideradas e autorizadas por licenciamento ambiental.
Reserva Legal: Pequenos proprietários estarão desobrigados de manter um percentual de suas terras para preservação. A obrigação estaria, em princípio, mantida para os médios e grandes fazendeiros.
Estes não precisarão, necessariamente, manter as áreas de reserva dentro de suas propriedades, como é hoje. Eles poderão adotar uma área dentro de uma unidade de conservação do estado, do município ou da União, pagando uma taxa mensal.
Outra ideia é que o proprietário mantenha a reserva dentro de suas terras, mas ela seja desapropriada e o dono seja indenizado ou receba um pagamento mensal, como uma espécie de recompensa por serviços ambientais.
Aebrtura de novas áreas para agricultura e pecuária: A ideia é realizar uma moratória de cinco anos, dentro dos quais não se aumentaria a produção agropecuária em nenhuma região do Brasil. Nesse período, os estados fariam um Zoneamento Econômico e Ecológico em que seriam estabelecidas as áreas para preservação (20% nos estados que se enquadram nos biomas Mata Atlântica, caatinga e pampas; 35% nos estados do cerrado e 80% na Amazônia) e em que áreas poderia haver expansão da produção agropecuária. Nesse arranjo, algumas áreas também poderiam ser recuperadas, como as APPs.
Novas "bandas" de preservação para a Amazônia: Cada estado poderá determinar algumas alterações no atual percentual de preservação, variando de 50% a 90%.
Os estados mais ocupados, com lavouras e pastos já consolidados, como Mato Grosso e Rondônia, por exemplo, poderiam reduzir dos atuais 80% para 50% o percentual de preservação do bioma.
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É isso aê, galera! Na semana do meio ambiente, um senhor propõe reformas numa das melhores legislações do mundo. rs
Se não conseguem cumprir, é porque estão fazendo alguma coisa errada. Será que a corrupção está por trás disso? Ou melhor, na frente de tudo isso?
Visite:
SOS Mata Atlântica
Greenpeace Brasil
Greenpeace Internacional
Blog do SOS
Campanha Os exterminadores do futuro
Conselho Nacional do Meio Ambiente
Clicando aqui você encontrar a Legislação Ambiental.
6 comentários:
Se os planos funcionassem como no papel seria tudo perfeito. Mas não funciona .-.
@Gê, comenta direito no negócio '-'
"O homem que respeita a natureza respeita a si mesmo".
Eu assinei a petiçao do Greenpeace contra esse projeto.
Gê, eu sou mais um dos seus seguidores,
vá no meu NOVO blog
http://www-painel-mundus777.blogspot.com/ eu preciso de apoio aqui no interior de SP.
Entra junto com meus seguidores.
Veja meu outro blog http://aldeia.mundus.zip.net na rede deste 2007.
Meio ambiente precisa ser levado mais a sério, nossos lideres e governantes estão adormecidos diante do problema do clima.
Parabens, deputado Aldo Rebelo. Os ecologistas que se levantam contra seu relatório, sabemos que são tanto bem intencionados como mal informados. A boa parte de nossos ambientalistas acadêmicos, por exemplo, mesmo das mais renomadas instituições de ensino, falta o conhecimento corriqueiro do que ocorre na realidade da aplicação das leis ambientais no pais. Os cientistas ecólogos se fecham em seus laboratórios e começam a pensar que seu conhecimento é equivalente a leis. Eles precisariam saber, no entanto, que os parlamentares trabalham com muitos mais saberes que apenas informações técnicas no seu processo de criação de leis: jurídicas, sociais e econômicas. Nossos ecologistas parecem que nem comem arroz com feijão: será que pensam que é possível se proibir, por exemplo, o uso das várzeas para o plantio de arroz ? Será que pensam ser possível obrigar os agricultores do Sul a abandonarem suas áreas de brejo e ir produzir em que outro lugar? Mas o mais lamentável, no comportamento de nossos cientistas é que acham que seus trabalhos científicos são infalíveis e incontestes. Em Minas Gerais, um trabalho científico produzido pela Universidade de Lavras, intitulado Inventário Florestal, comprova como nem tudo são flores na área ambiental. O tal mapeamento da vegetação nativa é o maior exemplo de picaretagem ambiental jamais visto no país. O trabalho considera centenas de córregos do Triângulo Mineiro, "cercados" por exuberantes Matas de Galeria, como Veredas. Esse erro é absurdo porque os pesquisadores, que receberam mais de R$ 6 milhões do governo de Minas, não foram ao Triângulo checar os resultados. Eles dizem que uma margem de erro de 13% seria aceitável pelo método de sensoriamento remoto, mas no Triângulo o erro beirou 90%. Esse caso do Inventário Florestal de Minas Gerais seria apenas um caso isolado na argumentação brilhante de nossos cientistas de outras instituições acadêmicas, se não tivesse sido contratado pelo atual secretário de Minas Gerais, o Sr. José Carlos Carvalho, que foi presidente do CONAMA em 2002, quando editou várias resoluções inconstitucionais na área ambiental. E é por esse CONAMA que nossos mais renomados pesquisadores estão se levantando contra a reforma do Codigo Florestal. Pelo legado de inconsticionalidades perpetradas por esse conselho. Temos que preservar o meio ambiente, mas não a custo do sacrifício dos agricultores
Rivaldo, obrigado por seguir a gente. Tive olhando seus blogs e são bem interessantes também. Parabéns!
Pedro, respeito sua opinião, mas os agricultores não podem culpar a proteção do meio ambiente por não terem infraestrutura e por não receberem assistência do próprio governo.
@Pedro, respeito sua opinião mas discordo.
Generalizar, como o senhor fez, não resolve. Seria o mesmo se eu dissesse que "Aldo Rebelo e toda a corja não cumprem as leis ambientais do país". O que não é verdade, pois não são todos os políticos que fazem parte da corja.
Os agricultores devem, por obrigação, respeitar a legislação ambiental, cuidar do meio, preservar e não ultrapassar os seus limites.
É claro que nós, enquanto seres racionais, devemos considerar o trabalho árduo dos agricultores, como de qualquer outro profissional. Mas quando estes ignoram a responsabilidade (que deveria ser um lema) de preservação ambiental, é necessário que alguém interfira.É aí que recebemos os ativistas.
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